Semáforos turísticos: ícones paulistanos iluminados para os pedestres

Na cidade de São Paulo há alguns semáforos para passagem de pedestres que foram personalizados e que sinalizam a existência nas proximidades de algum icônico ponto turístico tradicional e histórico. São os semáforos turísticos.
Por iniciativa da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo, no lugar das tradicionais figuras que representam um pedestre e se iluminam em verde ou vermelho, os semáforos turísticos receberam uma película com a representação do ícone próximo que se quer destacar. Dessa forma, quando o pedestre olhar para o semáforo ao atravessar a rua poderá saber ou reconhecer que está cerca de um ícone turístico paulistano.

Os semáforos turísticos personalizados foram progressivamente implantados desde 2013 pela CET, que informa que os desenhos são elaborados pela equipe técnica da Companhia e a plotagem das imagens é feita no plástico que reveste o luminoso, de maneira simples.
Embora o projeto tenha sido inspirado em sinalizações de cidades européias como Londres, onde alguns faróis levam a imagem do personagem Sherlock Holmes, a indicação de imagens importantes de pontos turísticos nos semáforos é única até o momento.
A primeira intervenção ocorreu em julho de 2013 na região do Parque do Ibirapuera, destacando o tradicional Monumento às Bandeiras, de Victor Brecheret.
A segunda a ser instalada, no mês de agosto do mesmo ano foi em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), com a imagem do próprio museu estampada nos semáforos que dão acesso a ele.

Embora pareça esperado que ao visualizar a imagem do semáforo turístico o pedestre olhe ao seu redor e encontre a referência, nem sempre isso ocorre, pois os semáforos turísticos podem estar a uma distância maior, servindo então para destacar e estimular a visitação da obra das proximidades.

Detalhe aos pedestres

É de se notar que os semáforos turísticos chamam mais a atenção dos próprios turistas do que da população da cidade, fato observado em minha busca pelas fotos. Pessoas de passeio, com seus registros fotográficos, foram vistas observando tais semáforos. Contudo, ao falar com paulistanos que estavam simplesmente caminhando em sua rotina, a grande maioria não notava que os semáforos eram diferentes ou desconhecia sua existência. Também pude identificar que nem todos que se detinham para olhar os ícones dos semáforos reconheciam a imagem da intervenção.

Onde encontramos os semáforos turísticos?

Monumento às Bandeiras

O Monumento às Bandeiras é uma obra do escultor Victor Brecheret criado para o IV Centenário da cidade de São Paulo e que visava homenagear os bandeirantes, que desbravaram os sertões nos séculos XVII e XVIII. Construída com 240 blocos de granito, cada um pesando aproximadamente 50 toneladas, tem 50 metros de comprimento e 16 metros de altura, é a escultura mais conhecida e visitada de São Paulo e também a maior.
É composto por um grupo de 37 figuras representando as várias etnias da formação do povo paulista, como portugueses, índios, negros e mamelucos.

Museu de Arte de São Paulo

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) é um dos cartões-postais da cidade e abriga importante acervo de arte ocidental.
Idealizado pelos influentes Assis Chateaubriand e Pietro Maria Bardi o MASP foi fundado em 1947, transferindo-se para esse belo prédio espelhado projetado por Lina Bo Bardi em 1968, que está sustentado por quatro colunas vermelhas e possui um vão livre de 74 metros.
Quatro semáforos de pedestres encontram-se nos dois lados da Avenida Paulista, em frente ao Museu.

Estação Júlio Prestes

Projetada pelos arquitetos Cristiano Stockler das Neves e Samuel das Neves inaugurada em 1938 a Estação Júlio Prestes é uma histórica estação ferroviária da capital paulista que funcionava como a principal via transportadora de produtos da indústria cafeeira, provenientes do Oeste Paulista e do Norte do Paraná. Atualmente faz parte da linha 8 Diamante da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.
A construção foi inspirada nos terminais de Nova York Grand Central e Pennsylvania, nos Estados Unidos. A característica arquitetônica consiste na “estrutura de concreto e a alvenaria de tijolos, no estilo Luís XVI, com forros trabalhados, colunas imponentes, detalhes nas esculturas na torre do relógio e nos arcos das amplas janelas da fachada, além do pé-direito alto, que confere a sensação de amplitude e luxo”.
A estação abriga também a Sala São Paulo, grande casa de concertos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp).

Catedral Metropolitana da Sé

A Catedral da Sé é a maior igreja de São Paulo, com 111 metros de comprimento, 46 de largura, duas torres com 92 metros de altura e uma grande cúpula e possui capacidade para abrigar 8.000 pessoas.
Esta é a terceira versão da catedral e foi inaugurada em 25 de janeiro de 1954 por Dom Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta. É um dos cinco maiores templos neogóticos do mundo.
Rica em detalhes arquitetônicos, a Catedral da Sé possui esculpidos em pedra, logo acima da porta principal, três elementos responsáveis pelo crescimento econômico do país: cacau, trigo e uva. Espalhados pelo interior e exterior da Catedral encontram-se animais de nossa fauna como sapo-boi, tatu, tucano, lagarto e garça.Superlativa, tem o carrilhão de sinos localizado nas torres da Catedral como um dos maiores do Brasil e o órgão, construído em Milão, é considerado o maior órgão da América do Sul.
No altar-mor as imagens e decoração são esculpidas em pedras nas cores da bandeira brasileira, verde, amarelo e azul. Abaixo dele há uma linda cripta, uma capela subterrânea com 30 câmaras mortuárias. Nelas estão guardados os restos mortais desde os do cacique Tibiriçá, um dos primeiros índios a ser catequizado pelos colonizadores em São Paulo, até os do Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, falecido em dezembro de 2016. Dom Paulo se destacou na luta pelos direitos humanos durante a ditadura militar e ocupa a 18ª câmara mortuária.
Neste caso, o semáforo turístico da Catedral da Sé está localizado realmente na Praça da Sé, embora um pouco escondido pelas árvores. Há, contudo um segundo semáforo turístico igual que fica na Rua .Anita Garibaldi, em outra face da catedral. Esta passagem é também muito movimentado mas o semáforo pouco admirado.

Estádio do Pacaembu

O Estádio do Pacaembu (Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho) foi inaugurado no dia 27 de abril de 1940 e até hoje é utilizado pelos principais clubes da capital paulista.
Além do campo de futebol, sua atividade mais conhecida e utilizada, o local também abriga o Complexo Esportivo do Pacaembu, que contém estruturas para atividades esportivas variadas. No âmbito ainda do futebol, o Sport Club Corinthians Paulista foi a equipe que mais atuou no local.
Em 29 de setembro de 2008, foi inaugurado em suas instalações o Museu do Futebol.
O Estádio foi tombado pelo em 1998, em virtude de seu estilo Art Déco, característico da época em que foi construído.
E o semáforo turístico do Estádio de Futebol do Pacaembu? Ele está lá, mas não na Praça Charles Miller e sim em rua lateral do estádio, longe do estacionamento, sem qualquer destaque. É um dos semáforos menos interessantes devido à localização e também porque seu desenho tem uma estilização pouco reconhecível, não valorizando em nada a bela obra do Estádio.

Memorial da América Latina

É um espaço público de cultura inaugurado em 1989. O conjunto arquitetônico foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer com o objetivo de estreitar as relações políticas, econômicas, sociais e culturais do Brasil com os demais países da América Latina.
São ao todo seis edifícios espalhados por duas praças unidas por uma passarela.
Oscar Niemeyer escolheu também algumas obras de arte para o local e entre elas está a escultura ícone do Memorial chamada “A Mão”, de sua própria autoria. “A Mão” tem sete metros de altura e nela há um mapa do subcontinente americano em vermelho, lembrando sangue escorrendo, que representa o sofrimento e a opressão vistos na história da América. Esta é a representação do Memorial nos semáforos turísticos que conduzem o pedestre a ele.

Museu do Ipiranga

O edifício-monumento histórico localizado no Parque da Independência, conhecido pelo nome de Museu do Ipiranga, tem como nome oficial Museu Paulista da Universidade de São Paulo. Embora fechado para reformas profundas de restauro e modernização, abriga coleções importantes principalmente relativas à História de São Paulo e exerce papel de pesquisa, ensino e extensão.
O Museu Paulista da USP é o museu público mais antigo da cidade de São Paulo e foi inaugurado em 7 de setembro de 1895. O museu faz parte da estrutura do conjunto arquitetônico do Parque da Independência. Foi nesse local histórico, junto ao Riacho do Ipiranga, que D. Pedro I declarou o país independente de Portugal em 1822.

Theatro Municipal

O Theatro Municipal é uma luxuosa construção fortemente influenciada pela Ópera de Paris, possuindo traços renascentistas e barrocos na fachada. Foi inaugurada em 12 de Setembro de 1911 e representa um dos grandes cartões-postais de São Paulo.
Sua construção surgiu para a cidade de São Paulo como um grande símbolo das aspirações cosmopolitas do início do século XX. Cada vez mais refinada e com mais recursos provenientes do ciclo do café, a alta sociedade paulistana espelhava-se em valores europeus e desejava uma casa de espetáculos à altura de suas posses para receber grandes artistas da música lírica e do teatro.
Os semáforos turísticos mostram a sua fachada e estão nos cruzamentos em seu entorno. Dessa forma, o teatro pode ser avistado a partir do local dos semáforos.

Mercadão

O Mercado Municipal de São Paulo, carinhosamente chamado de Mercadão, é considerado o maior ícone gastronômico do Brasil.
Visita obrigatória para turistas de todo o Brasil e de outros países, o Mercado Municipal Paulistano é um dos mais tradicionais pontos gourmet da cidade de São Paulo.
Possui, além do piso térreo com oferta de múltiplos tipos de alimentos hortifruti, carnes, peixes, frutos do mar, embutidos etc., um espaço gastronômico no primeiro andar que oferece a oportunidade de degustar saborosos pratos enquanto se aprecia a beleza arquitetônica do Mercadão.
O Mercadão foi projetado pelo escritório do arquiteto Francisco Ramos de Azevedo em 1926 e inaugurado em 25 de janeiro de 1933. O prédio ocupa um espaço de 12.600 metros quadrados de área construída às margens do rio Tamanduateí.
A construção de concreto e alvenaria de tijolos tem estilo neoclássico com detalhes góticos e seu interior é rico em detalhes como os vitrais que mostram vários aspectos da produção de alimentos, pilastras ornamentadas e algumas paredes revestidas por azulejos provenientes da Bélgica e da Alemanha. É um clássico representante da arquitetura da “Metrópole do Café” quando a cidade buscava a valorização e modernização de suas áreas centrais.
Detalhe que sua primeira função foi a de armazém de pólvora e munições para os soldados da Revolução Constitucionalista de 1932, assumindo as funções para as quais foi construído após o término da Revolução.
Os semáforos turísticos estão no mesmo quarteirão da construção e destacam a fachada desse ícone histórico e arquitetônico da cidade.

Prédio do “Banespa”

Esta é outra uma obra que é mais conhecida por seu apelido: Banespão. O Edifício Altino Arantes é símbolo da era progressista que atraiu milhares de imigrantes e migrantes para a cidade de São Paulo.
Sua construção durou oito anos sendo finalizada em 1947 e sediou o Banco do Estado de São Paulo (BANESPA), daí o nome Banespão. O prédio foi privatizado no ano 2000 pelo grupo Santander-Banespa e está fechado para visitação com promessa de reabrir no final de 2017.
A inspiração para a arquitetura veio do famoso Empire State Building, em Nova York. O prédio possui 161,22 metros de altura, 14 elevadores e 1.119 janelas e foi a construção mais alta da cidade durante 20 anos, ocupando agora o terceiro lugar. O detalhe desse prédio fica por conta de sua torre, que pode ser visitada e possui um pequeno mirante com vista da cidade com raio de visão de 360º e atinge 40 Km. De lá é possível ver a Serra do Mar, o Pico do Jaraguá, os prédios da Avenida Paulista e as principais construções do centro.
O semáforo turístico que homenageia o edifício Altino Arantes, o “prédio do Banespa” está localizado ao lado da sede da prefeitura de São Paulo, a distantes 2 km do local, segundo o Google Maps. O semáforo turístico tem uma das imagens mais bem definidas e reconhecíveis, sinalizando a faixa de pedestres que cruza a Rua Líbero Badaró com a Praça do Patriarca.

Edifício Copan

Conhecido por sua geometria sinuosa que lembra uma onda ou uma letra “S”, o Edifício Copan é considerada a maior estrutura de concreto armado do Brasil e o maior edifício residencial da América Latina.
Projetado na década de 50 pelo arquiteto Oscar Niemeyer com a colaboração de Carlos Alberto Lemos, o edifício surgiu numa época de grande evolução urbana da cidade. O prédio possui área construída de 115.000 m2 e tem 1160 apartamentos distribuídos em seis blocos e 20 elevadores. Tem 35 andares e dois subsolos e na área comercial do térreo há 75 lojas. Na estrutura há vãos diferentes com áreas úteis dos apartamentos diversas entre si, o que viabilizou compradores de poderes aquisitivos variados. As unidades têm de 1 a 3 dormitórios e também kitchnettes.
Sua construção durou 18 anos, sendo que o edifício não teve uma inauguração oficial, pois suas unidades foram sendo entregues aos poucos aos proprietários à medida que ficavam prontas.
Símbolo da arquitetura moderna brasileira, o Edifício Copan é um dos cartões-postais de São Paulo e sua sinuosidade única é reconhecida facilmente também nos semáforos turísticos que homenageiam sua importância para a cidade.

Pinacoteca

A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até a contemporaneidade, sendo um dos mais importantes museus de arte do Brasil. Fundada em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo é o museu de arte mais antigo da cidade.
Ela está instalada no antigo edifício do Liceu de Artes e Ofícios, projetado no final do século XIX pelo escritório do arquiteto Ramos de Azevedo, que depois passou por ampla reforma com projeto do arquiteto Paulo Mendes da Rocha no final da década de 1990.
O prédio tem estilo monumental sendo formado por três pavimentos, com dois pátios internos para ventilação e iluminação. No centro do primeiro piso localiza-se o saguão central, com altíssimo pé-direito e janelas voltadas para o interior. Na construção foram empregados materiais importados como pinho-de-riga e cerâmica francesa.
O tombamento do prédio foi oficializado em 1982.
Os semáforos turísticos que indicam sua proximidade estão em frente a uma das entradas do Parque da Luz, seu vizinho. Contudo, nem mesmo a guarda metropolitana do local conhecia sua existência.

Duas homenagens ao bairro da Liberdade

No tradicional bairro oriental da Liberdade, que retrata a cultura e a tradição dos imigrantes japoneses há semáforos turísticos que homenageiam referências especiais.
O bairro da Liberdade é conhecido como o maior reduto da comunidade japonesa na cidade, a qual, por sua vez, representa a maior colônia japonesa do mundo.A história do bairro oriental teve início com os primeiros imigrantes japoneses que, em 1912, começaram a se fixar na região e que depois agregaram os ex-trabalhadores das lavouras do interior de São Paulo. Buscando um futuro melhor, a escolha desse local se deu pelo fato de que quase todos os imóveis tinham porões, e os aluguéis dos quartos no subsolo eram mais baratos. Além disso, havia a facilidade de ser um bairro central.
Logo começaram a existir atividades comercias no próprio bairro e depois atividades culturais como escolas. Por fim a gastronomia típica.
O bairro atraiu também outros povos do oriente como chineses e coreanos e realiza eventos festivos típicos da cultural oriental japonesa e também o Ano Novo Chinês. A decoração tão original estimulou a decoração dos semáforos turísticos.

Lanternas suzurantõ

Tradicionais luminárias decorativas seculares também conhecidas como lanternas japonesas decoram e iluminam as principais ruas do bairro desde a década de 70. Atualmente são confeccionadas em polietileno em substituição às antigas de vidro, e dão característica única ao bairro oriental.

Portal Torii

O portal Torii é um grande pórtico símbolo do xintoísmo. É composto por duas barras verticais unidas por uma larga barra horizontal no topo chamada kasagi. Logo abaixo há uma segunda barra horizontal mais fina chamada nuki. A presença de um portal Torii significa que há um santuário xintoísta na proximidade.

Ponte Octavio Frias de Oliveira

A ponte Octavio Frias de Oliveira, mais conhecida como Ponte Estaiada, é uma ponte dupla estaiada com mastro em “X”. A ponte faz parte do Complexo Viário Real Parque, sendo formada por “duas pistas estaiadas em curvas independentes de 60º que cruzam o rio Pinheiros, no bairro do Brooklin, sendo a única ponte estaiada do mundo com duas pistas em curva conectadas a um mesmo mastro”. A torre tem 138 metros de altura e interliga seis vias em dois sentidos. À noite a iluminação mantém sua imponência e beleza.
Cartão postal da São Paulo moderna,foi inaugurada em 10 de maio de 2008, com início da construção em 2003. Foi projetada por Catão Francisco Ribeiro, tendo como arquiteto o paulista João Valente Filho.
Os semáforos turísticos que a homenageiam possuem um detalhe nada turístico. Sua localização fica distante dela a ponto de não poder ser vista nem mesmo quando iluminada. Foi preciso realizar busca rua após rua para encontra os semáforos. São em número de quatro e estão localizados no sentido centro-bairro da Avenida Roberto Marinho. Um par indica a travessia de pedestres nessa avenida e o segundo par está localizado na esquina da Avenida Portugal com a Avenida Roberto Marinho, no mesmo sentido, completamente imperceptível.
Em minha primeira busca localizei semáforos turísticos na Avenida Portugal ao lado da Avenida Roberto Marinho sentido bairro-dentro porém hoje não existem mais e o local parece ter sido vandalizado.
Outro detalhe é que a partir do local de instalação dos semáforos turísticos da Ponte Estaiada é inseguro chegar a pé ou de bicicleta até ela, uma vez que esta se presta apenas a veículos motorizados. Uma pena, pois esse semáforo tem uma imagem muito característica da ponte.

Rosto de Adoniran Barbosa

Em vermelho ou verde o tradicional e boêmio bairro do Bixiga homenageia o cantor e compositor paulista Adoniran Barbosa no semáforo turístico no cruzamento das ruas Conselheiro Carrão e Manoel Dutra. De nome de batismo João Rubinato, o compositor era filho de imigrantes italianos e ficou famoso pela música “Trem das Onze”, estando entre outros sucessos “As mariposas”, “Saudosa maloca” e “Samba do Arnesto”.
Suas letras se apropriavam de um português escrachado, que unia o sotaque caipira ao paulistano e o jeito de falar dos imigrantes italianos.
A interpretação da música “Um samba no Bixiga” eternizada no programa “O fino da bossa” com Elis Regina, divulgou as características do bairro e seu carinho pelo Bixiga.
Esse semáforo turístico é o único que homenageia uma pessoa e não uma obra. Adoniran Barbosa, de caráter boêmio como o bairro, faleceu em 1982.

Detalhe final

Qualquer busca feita por mim não conseguiu informação sobre a localização específica desses semáforos, exceto o de Adoniran Barbosa, sendo que os fotografados foram fruto de minha busca. Nada adicional poderei, portanto, contar a vocês além do que vi, pois as informações sobre a instalação desses semáforos também são antigas e escassas.
É uma iniciativa interessante que tenta humanizar a cidade para os turistas, locais ou não, e agradar quem aguarda a abertura do semáforo levando nossos olhares a prestarem mais atenção no que temos de valor histórico próximo de nossos caminhos.

2 Comments

  • Obrigada pelo post, estou tentando “caçar” os semáforos e postar no meu blog também e estas infos são preciosas, inclusive não tinha certeza da existência de um na “água espraiada” até ver tua foto aqui^^.
    Infelizmente alguns deles foram retirados (por exemplo, o do Memorial da America Latina, que não registrei :|)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *