Os relógios que marcam as fachadas de São Paulo – Parte 3 – Instalações icônicas modernas

Neste terceiro e último post sobre os relógios que podem ser vistos nas fachadas de São Paulo fotografamos aqueles que são icônicos para a cidade e que foram instalados a partir o ano de 1954 quando a cidade de São Paulo completou 400 anos de sua fundação.
Esses relógios definem as fachadas ou identificam os logradouros públicos onde estão instalados e provavelmente estarão na memória afetiva de muitos leitores.

1. Relógio do antigo prédio da Mesbla

A segunda loja de departamentos mais lembrada da cidade de São Paulo, a Mesbla, foi na verdade fundada no Rio de Janeiro como subsidiária de uma companhia francesa especializada no comércio de máquinas, tendo esse nome desde 1939. Nos anos 80 a Mesbla tinha mais de 180 lojas por todo o Brasil e, como se diz, vendia “de botões aviões”, porém dificuldades na década seguinte levaram a loja a perder todo seu valor, sendo comprada pelo Mappin em 1996. Três anos depois, em 1999 as duas marcas mais conhecidas do público em lojas de departamentos foram à falência de uma só vez.
O conhecido Relógio da Mesbla ficava no alto da torre de uma de suas lojas em São Paulo, localizada na esquina da Rua Luiz Gama com a Avenida do Estado n. 5000. Lá estava instalada a Mesbla Veículos, que não só comercializava, mas também exibia as últimas novidades internacionais em automóveis e outros tipos de veículos.
A originalidade do local fica por conta da construção de uma torre com um relógio, de formato cilíndrico, feita em alvenaria de tijolos alemães de 12,5 X 25 X 6,25 cm, muito usados na Alemanha por serem bonitos e facilitar a ornamentação harmônica. A torre possui seis andares. O primeiro rodeado por janelas quadradas, os próximos quatro andares com pequenas janelas redondas e um sexto andar com colunas retangulares vazadas sob um telhado também redondo. O relógio está localizado na altura das últimas janelas redondas e seu mostrador também é de tijolos, pintados de branco e mantendo o padrão de desenho da torre. O relógio tem todos os locais dos números em formato geométrico de cor preta e idêntica, mais largos nos quartos de hora. Na mesma linha estão os ponteiros, sendo mais largo o identificador das horas. Mas o detalhe significante é realmente a memória histórica e afetiva a que esse relógio remete.
Após o fechamento da Mesbla Veículos o espaço ainda serviu como depósito da mesma rede. Passou então a sediar uma concessionária de veículos Chevrolet e alguns anos depois recebeu a igreja evangélica “Deus é Amor”. Agora a construção, embora externamente em razoável estado de conservação, está vazia e com algumas pichações denotando que deve haver algum cuidado ainda com o local, mas até hoje o Relógio da Mesbla é referência de localização na cidade.
Onde: Avenida do Estado, 5000 – Cambuci – São Paulo

2. Relógio do Conjunto Nacional

Situado num prédio icônico, na avenida mais icônica de São Paulo, está o relógio do Conjunto Nacional. O Conjunto Nacional é um edifício onde existem apartamentos residencias e centro comercial, serviços e lazer. Foi Idealizado pelo empresário da rede hoteleira José Tjurs, projetado pelo jóvem arquiteto David Libeskind e inaugurado no ano de 1956 como o primeiro shopping center da América Latina.
O complexo do Conjunto Nacional é um dos primeiros grandes edifícios multifuncionais implantados na cidade de São Paulo e caracteriza-se basicamente por dois blocos ou duas lâminas. A lâmina horizontal ocupa toda a quadra na qual se implanta o edifício, delimitada pelas Avenidas Paulista no lado ímpar e Santos e Ruas Augusta e Padre João Manuel e atende a parte comercial localizada desde a segunda “sobreloja”. A lâmina vertical tem 25 andares, está localizada sobre o terraço-jardim do bloco horizontal e é recuada da Avenida Paulista em 72 metros. É composta por três torres contíguas com acessos independentes. São os Edifícios Horsa I e Horsa II, com as unidades utilizadas como escritórios comerciais e o Edifício Guayupiá, de uso estritamente residencial.
Pois é bem na cobertura das torres e ocupando mais da metade direita da fachada que está o icônico relógio luminoso, conhecido como “relógio do Itaú”. O relógio luminoso digital marca as horas e a temperatura e foi construído em 1962, podendo ser visto a muitos quilômetros de distância e de vários pontos da cidade. O relógio foi projetado por João Bosco Capani e detalhado pelo engenheiro eletrônico Paul Bulttazi, estando apoiado numa estrutura de aço que pesa 230 toneladas. O relógio possui três faces, duas de mesma dimensão (20 m x 30 m) voltadas para o centro da cidade e para os “Jardins”, e a terceira (6 m x 15 m), voltada para o Pacaembu e Sumaré (Fonte: Blog do Curioso).

Inicialmente o relógio foi utilizado pela Willys-Overland do Brasil como estratégia publicitária, caracterizando-se como um luminoso de cor verde com o nome Willys. Após a compra da Willys Overland pela Ford do Brasil em 1967 o nome no painel foi substituído pelo nome Ford.
O relógio continuou sua trajetória de patrocínio em 1975 com o nome trocado para Itaú, pois o banco havia comprado o espaço. Mas também esse momento acabou quando em 2007 a Prefeitura de São Paulo obrigou a retirada da marca do Itaú para seguir as normas da Lei Cidade Limpa, recém-implantada, o que ocorreu em 2011 após perda judicial do Itaú.
Em 2005, a edificação foi tombada pelo Condephaat (o conselho estadual de defesa do patrimônio histórico e arquitetônico), junto com o relógio-termômetro luminoso, cuja manutenção é atualmente bancada pelo próprio Conjunto Nacional.
Desde sua implantação o relógio teve algumas reformas recebendo um complexo eletrônico de última geração, controlado por computador e, além das horas, passou a mostrar também a temperatura mediante sensor instalado na Alameda Santos. As lâmpadas incandescentes foram substituídas por tubos de néon branco.
Onde: Conjunto Nacional
Avenida Paulista, 2073 – Jardim Paulista – São Paulo. Acesso pelo Metrô Consolação

3. Relógio Primor

O relógio Primor, de forma diferente dos outros relógios históricos de fachada da cidade, está situado na cobertura de um edifício residencial, o Edifício Salvador Pastore.
O relógio Primor possui um design modernista e foi inaugurado em 1958. O relógio tem três faces quadradas e unidas formando um triângulo, onde cada lado exibe a marca de um dos patrocinadores do empreendimento à época, todos fabricantes de relógios. São eles: Primor, que é o mais visível, Omega e Eska.
Os ponteiros do relógio analógico apontam para marcas negras mais largas nos quartos de hora e, triste detalhe, cada um dos mostradores marca um horário, pois o relógio está fora de funcionamento desde a década de setenta segundo se sabe.
O relógio Primor está apoiado sobre grande base em formato de ampulheta remetendo também à passagem das horas e o topo do edifício que é visto junto com o relógio tem uma bela arquitetura em estilo moderno.
O belo Edifício Salvador Pastore, conhecido na região dos Jardins como “o prédio do relógio”, agora é cercado de prédios maiores por todos os lados, restando pouco mais que uma festa para poder admirar o icônico relógio.
Sobre o edifício, seu nome Salvador Pastore homenageia um tradicional e famoso relojoeiro e joalheiro da cidade, dono da antiga Relojoaria e Joalheria Confiança. O relojoeiro era proprietário da casa que existia no local antes de ser erguido o prédio de 15 andares. A fachada é toda forrada com pastilhas e tem grandes janelas com varandas onduladas). Os apartamentos de 125m² possuem três quartos e uma vaga de garagem.
Onde: Condomínio Edifício Salvador Pastore
Alameda Itu, 1043 – Cerqueira César – São Paulo

4. Relógio da Cidade Universitária

A Torre do Relógio da Cidade Universitária de São Paulo (USP) é um monumento erguido para receber um relógio no topo e representa o marco do campus da USP. O relógio está localizado na Praça do Relógio, no coração da Cidade Universitária servindo de referência para localização dentro do campus e orientando “o ritmo da vida universitária”.
Para situar o momento da instalação do relógio, vemos que o projeto da construção da Cidade Universitária data da década de 1930, ao ser reservada a área da antiga Fazenda Butantã, que já havia recebido o primeiro engenho de açúcar da vila de São Paulo, para a instalação da universidade. Nessa época a região era deserta, entre matos e às margens do Rio Pinheiros. Oficialmente fundada em 25 de janeiro de 1934 e com o lançamento da pedra fundamental em fevereiro de 1944, a Cidade Universitária leva o nome do então governador de São Paulo Armando Salles de Oliveira. Embora tenham sido instalados lentamente alguns laboratórios e departamentos, foi só no ano de 1968 que cursos passaram a ocupar oficialmente essa área.

E a torre do relógio?

A idéia de erguer a Torre existiu desde os anos cinqüenta, quando o arquiteto Rino Levi projetou o desenho da praça que abriga o monumento, que é uma doação da colônia portuguesa de São Paulo. No dia 23 de janeiro de 1954, a pedra fundamental da torre foi inaugurada em comemoração ao IV Centenário da Cidade de São Paulo e a seguir Elisabeth Nobiling, professora de Plástica da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), foi convidada por Rino Levi a desenvolver a parte escultórica da obra. Com atrasos, as obras da Praça do Relógio ocorreram de 1972 a 1973, quando foi então inaugurada. Após reforma paisagística houve reinauguração em 1997.
A praça tem forma circular e o piso em mosaico português com inscrição de uma frase do reitor Miguel Reale que resume a concepção original atribuída à Torre do Relógio: “No Universo da Cultura o centro está em toda a parte”.
No centro da Praça está a escultural Torre do Relógio. A torre é composta por duas lâminas paralelas de concreto com 50 metros e altura e 10 metros de comprimento, ligadas por travamento de escadas até o topo com o relógio. A torre possui também uma cabine subterrânea impermeabilizada onde se encontra o relógio mestre. Em cima fica o motor, ligado ao relógio central por um cabo elétrico.
Nas lâminas foram esculpidos doze painéis de baixo e alto relevo, seis de cada lado, representado o mundo da fantasia e o mundo da realidade sendo que cada painel mede 5,00 m x 5,50 m.
O lado voltado para a Antiga Reitoria representa a “fantasia” com as seguintes figuras: Filosofia; Arquitetura e Artes Plásticas; Dança, Música e Teatro; Ciências Econômicas; Ciências Sociais e a Poesia.
No lado da “realidade”, voltado para o prédio da Reitoria nova estão representados: Matemática; Ciências Geológicas; Física; Ciências Biológicas; Química e a Astronomia.
O relógio possui dupla face, cada uma localizada no topo de uma das lâminas da torre e voltada para os mesmos lados dos painéis. Esse relógio foi desenhado especialmente para aquele local e fornecido pela DIMEP, tradicional indústria de relógios, através de concorrência pública. O mostrador do relógio, de dupla face, possui mais de três metros de diâmetro; o ponteiro de minutos tem 1,50 m e o das horas, 1,30 m.
Detalhe que o relógio original foi furtado em meados da década de 80 e falamos do atual.
Estas são as informações sobre os mecanismos do relógio que estão no site da USP: o relógio com carrilhão é regulado pelo impulso atômico vindo do Instituto Astronômico e Geofísico e periodicamente ajustado de acordo com a hora desse Instituto. O relógio da Torre tem uma precisão-padrão de um centésimo de segundo em vinte e quatro horas, funcionando acoplado a um sino de bronze. Na verdade, existem dois relógios: um com painel à eletricidade e o outro à bateria, com transferência automática de um sistema para o outro, em caso de falta de energia elétrica, graças a um mecanismo que armazena impulsos. O som do sino é obtido com um martelo de borracha.
Completando a obra foram plantadas ao redor da Praça do Relógio espécies vegetais dos seis ecossistemas predominantes no estado de São Paulo.
Onde: Rua do Anfiteatro s/n – Cidade Universitária da USP – São Paulo

5. Relógio da CEAGESP

A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP) é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e representa o maior entreposto de alimentos da América Latina. A CEAGESP surgiu em maio de 1969, da fusão de duas empresas mantidas pelo governo do Estado de São Paulo: o Centro Estadual de Abastecimento (CEASA) e a Companhia de Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (CAGESP). Localizada na zona oeste de São Paulo, o local mantém a maior rede pública de armazéns, silos para guardar produtos agrícolas e graneleiros do Estado de São Paulo, sendo um importante elo na cadeia de abastecimento de frutas, legumes, verduras, ovos, pescados e também flores.
A direção administrativa da CEAGESP está situada no Entreposto Terminal São Paulo (ETSP). É informado que os permissionários do ETSP comercializam os mais variados produtos, com regularidade e qualidade, vindos de 1.500 municípios de 22 estados brasileiros e também de outros 19 países. Os principais compradores são feirantes, supermercados, peixarias, restaurantes e sacolões, além de consumidores finais (no caso do varejão e da Feira de Flores).
É nesse local com área total do terreno de 700 mil m² e 271 mil m² de área construída, que está um dos relógios símbolo de São Paulo. No topo da torre do relógio da CEAGESP, que mede 52 metros de altura, está instalado um relógio com quatro faces, uma em cada lado da torre retangular, que foi construído e instalado pela empresa Dimas de Pimenta Melo Sistemas de Ponto de Acesso LTDA (DIMEP). A construção do relógio ocorreu no ano de 1973 e foi inaugurado em dezembro de 1974. O relógio é visível de todos os pontos da CEAGESP e ajuda na localização de quem anda pelo Entreposto.

O passar do tempo fez com que o relógio sofresse uma reforma em 2007 para modernização, pela mesma empresa que o construiu. Houve substituição do maquinário e dos quatro mostradores, porém suas características foram mantidas. Novamente o relógio voltou a funcionar e chamar a atenção.
A situação do relógio da CEAGESP, patrimônio do entreposto, agora é incerta. Antigas discussões para transferir o entreposto da Vila Leopoldina para outra área da cidade estão mais presentes desde 2015 quando a Prefeitura de São Paulo assinou um termo de cooperação com os ministérios do Planejamento e da Agricultura com o objetivo de realizar estudos de viabilidade técnica para o processo. Os motivos alegados para justificar a medida são desafogar o trânsito na região das lotadas marginais e revitalizar a vasta área.
E o relógio? Será o relógio do Novo Entreposto São Paulo em outro local? Permanecerá como um símbolo em seu local ou será simplesmente esquecido? Vamos acompanhar.
Onde: Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo
Av. Dr. Gastão Vidigal, 1946 – Vila Leopoldina – São Paulo

6. Relógio da Praça da Sé

A Praça da Sé, na região central de São Paulo, existe desde os tempos coloniais no século XVI, quando era identificada como Largo da Sé. Localizada no coração de São Paulo a Praça da Sé é o centro geográfico da cidade, onde está o Marco Zero. A Praça passou por várias e significantes modificações ao longo do tempo, porém o relógio, que fica no alto de uma torre de 12 metros, existe apenas desde 1978.
A torre do relógio da Praça da Sé foi entregue em 17 de fevereiro de 1978 quando da inauguração da estação Sé do Metrô e não pertence ao patrimônio da Catedral da Sé. Sua construção fez parte das intervenções paisagísticas da Praça da Sé nesse período da história urbana em que ocorreram grandes reformas para instalação do Metrô, coordenadas pelo arquiteto José Eduardo de Assis Lefèvre.
O relógio da Praça da Sé foi fabricado em Londres, no ano de 1910, da marca JW Benson e tem mecanismo mecânico de funcionamento, sendo necessário dar corda a cada cinco dias. O relógio da Praça da Sé foi confeccionado artesanalmente, tem quatro mostradores de vidro branco e um sino que toca a cada meia hora. A engrenagem mecânica é movida por dois pesos de ferro suspensos por cabos de aço que determinam o ritmo de suas funções; um é responsável pelos ponteiros e o outro pelo toque do sino. O relógio da torre da Praça da Sé está no topo de uma torre de aproximadamente 12 metros de altura, com estrutura de metal e vidro.
Esse relógio tem uma história única na cidade, pois foi achado em uma caixa como parte dos espólios de um prédio desapropriado pela extinta Empresa Municipal de Urbanização (Emurb). Quem faz a sua manutenção desde 1977 é o relojoeiro Augusto Cesar Fiorelli que, junto com seu avô, foram os responsáveis pela instalação do relógio na Praça da Sé. Fiorelli também faz a manutenção de outros relógios icônicos da cidade como o relógio da Estação da Luz e da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (http://www.blogdate.com.br/os-relogios-que-…ao-paulo-parte-1/)
Outro detalhe na história desse relógio se refere a um acidente ocorrido em 24 de novembro de 2009. O sino que pesa 400 quilos caiu do alto da torre do relógio e, embora não tenha ferido ninguém, levou a grande divulgação da obra pela mídia. O motivo do acidente foi o rompimento da estrutura de madeira que sustentava o sino, devido provavelmente a danos na estrutura por causa das chuvas ou um possível vento forte de acordo com as informações divulgada à época.
Onde: Praça da Sé – Sé – centro – São Paulo

7. Outros relógios icônicos da São Paulo moderna

– Relógio da Igreja Nossa Senhora do Brasil

Destaco esse relógio como representante das belas torres com relógios que existem em muitas igrejas de São Paulo. A Paróquia Nossa Senhora do Brasil é um dos templos mais bonitos e elegantes da capital paulista, bastante famosa pelas longas filas de espera para casamentos. A Igreja Nossa Senhora do Brasil foi fundada em 1940 com inspiração nos templos mineiros e com um interior que recorda belas igrejas portuguesas. Sua construção coube à firma de engenharia Tavares Pinheiro S.A., com projeto do arquiteto Bruno Simões Magro e durou 14 anos.
Na fachada, a balaustrada de suas duas torres laterais remete a minaretes muçulmanos e é nelas que se encontram os dois relógios redondos emoldurados com arabescos e pastilhas azuis e brancas. Cada relógio tem mostrador branco, números azuis em algarismos romanos e ponteiros pretos.
Detalhe que embora os dois relógios estejam em funcionamento, os horários que marcam são bem diferentes.
Onde: Praça Nossa Senhora do Brasil (esquina Avenida Brasil x Rua Colômbia) – Jardim América – zona oeste – São Paulo

– Relógio das Lojas Marisa

As Lojas Marisa possuem várias unidades especializadas em moda feminina, contudo, é na famosa loja da movimentada Rua Direita que se destaca um grande relógio de cor rosa na fachada. O relógio da Loja Marisa fica no primeiro andar bem no ângulo da esquina das ruas Direita e São Bento de um prédio que tem dois andares. O relógio rosa da Loja Marisa tem formato quadrado e o numeral 12 é a referência para as demais marcas de minutos. Os ponteiros são pretos e retilíneos.
Onde: Loja Marisa. Rua Direita, 255 – Sé – São Paulo

– Relógio da sede Assembléia de Deus

Pela originalidade da grande construção mista em estilos arquitetônicos e com um relógio giratório no alto de sua torre citamos o relógio da Igreja Evangélica Assembléia de Deus no Ipiranga, conhecida como Catedral Nacional da Independência, Ministério do Ipiranga.
Inaugurada nesse endereço em julho de 1956, destaca-se pelo relógio octogonal com duas faces, nas quais a que aponta para frente da igreja possui a inscrição “Assembléia de Deus” e a outra face é um relógio. O relógio branco tem ponteiros e numerais em azul, escritos em algarismos arábicos nos quartos de hora.
Detalhe que o relógio atualmente não é rotativo, estando fixo e voltado para os fundos da igreja.
Onde: Catedral da Independência da Assembléia de Deus
Avenida Dr. Ricardo Jafet, 214 – Ipiranga – São Paulo

– Relógio do Shopping Pátio Paulista

O Shopping Pátio Paulista é um tradicional shopping Center de São Paulo. Grande, com mais de 250 lojas, foi inaugurado em novembro de 1989, no local onde antes estava instalada a loja de departamentos Sears. Em constante expansão e revitalização, foi no ano de 2007 que a fachada foi remodelada no estilo neoclássico, rica em vitrais e trazendo o imponente relógio de cinco metros de diâmetro fabricado em Boston, nos Estados Unidos. A peça exclusiva virou símbolo do empreendimento, retratando o novo conceito.
O relógio fica emoldurado no centro da fachada entre os vitrais. Possui mostrador branco onde se lê “Pátio Paulista” com três mostradores menores na parte inferior. O mostrador da esquerda aponta metade dos meses abreviados em inglês, intercalados com uma marca para identificar a outra metade. O mostrador da direita tem abreviados os sete dias da semana, também em inglês e há um mostrado estelar entre os dois. Os ponteiros e os números em algarismos romanos têm a cor grafite. Detalhe que o nome do Shopping Center está apenas identificado exatamente do relógio da fachada.
Outro detalhe é que embora o endereço do Pátio Paulista não seja a icônica Avenida Paulista, ele está a poucos passos dela, sendo uma referência.
Onde: Rua Treze de Maio, 1947 – Bela Vista – São Paulo

– Relógio do AME da Rua Martins Fontes

Caminhando pelo centro de São Paulo é possível avistar um relógio quadrado, como que emoldurando uma entrada de automóveis. A fachada é desconhecida por quem não utiliza os serviços do prédio onde está instalado, mas mostra ter uma história a ser contada. O relógio está localizado na fachada lateral do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) Dr. Geraldo Paulo Bourroul, serviço público administrado por uma parceria entre a Santa Casa de São Paulo e o Governo do Estado. O relógio quadrado tem no mostrador os numerais em algarismos arábicos e um detalhe no ponteiro de horas. Marca apenas 2:30 horas.
O relógio está isolado em destaque sobre uma laje bem pintada entre o prédio do AME e seu vizinho no mesmo terreno, um prédio do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) abandonado, pichado e invadido por famílias sem teto.
Onde: Rua Martins Fontes, 108 – centro – São Paulo

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