Os relógios que marcam as fachadas de São Paulo – Parte 2 – O Centro se expande

Após a instalação dos primeiros relógios em fachadas de São Paulo nos séculos que se seguiram à fundação da cidade, cuja finalidade primordial era ser referência de tempo para a população, a cidade teve seu grande impulso de desenvolvimento com a produção e comercialização do café. O espaço da cidade se expandia além do tradicional “centro” e surgia maior número de construções imponentes. Agora os relógios, além de indicarem a hora precisa, eram também símbolo de riqueza e poder de seus proprietários.

1. Relógio do Palácio das Indústrias

O Palácio das Indústrias, nome do prédio onde está instalado o Museu Catavento, foi construído durante 13 anos, entre 1911 e 1924, quando São Paulo tinha apenas cerca de 100 mil habitantes.
Com o surgimento do período industrial em São Paulo, a expansão da malha urbana do centro da cidade e a urbanização do Vale do Anhangabaú, a escolha do local para sua construção seguiu a linha de propostas para “Melhoramentos da Cidade de São Paulo”. Esse foi um dos primeiros relógios de fachada a ser instalado longe da região central da cidade, mostrando o tempo para a cidade que crescia.
O projeto arquitetônico do Palácio das Indústrias foi realizado por Domiziano Rossi, sócio do escritório de Ramos de Azevedo e foi construído de modo a edificar a importância econômica e política de São Paulo à época e tinha como objetivo ser um palácio expositivo. A primeira exposição no local ocorreu em 1917, antes mesmo da conclusão oficial do Palácio das Indústrias, em 1924.
Após o término das exposições em 1930, o palácio abrigou uma delegacia de polícia, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a Assembléia Legislativa, a sede da Rádio Educadora Paulista, a Prefeitura da cidade e, desde 2009 abriga a sede do Museu Catavento de Ciência e Tecnologia, importantes espaço interativo de cultura da cidade.
O palácio é símbolo da indústria cafeeira do início do século XX e tem estilo eclético inspirado em temas da região da Toscana, temas medievais, renascentistas e até modernos como luz elétrica sob a cúpula de vidro, algo muito atual para a época. A ampla fachada em tijolos aparentes é rica em adornos e alegorias relacionadas ao tema de agricultura que se mesclam com imagens de deusas, temas medievais, nomes de cidades paulistas gravados, sino e, claro, um relógio do topo.
O relógio do topo central da fachada principal também representava progresso e riqueza. A maquinaria original tinha mecanismo de funcionamento mecânico, pesava 300 quilos e foi trocada por painel de funcionamento eletrônico em 2014, quando houve um grande restauro da fachada. À época foram construídas novamente as engrenagens do mostrador e os contrapesos dos ponteiros, de forma que o relógio que vemos é o mesmo de antigamente apenas com meio de funcionamento mais moderno. O mecanismo original do relógio encontra-se exposto desde 2014 na sessão de Física do Museu Catavento.

Local: Avenida Mercúrio, s/n – Pq Dom Pedro II, Brás, São Paulo

2. Relógio do Mappin

O relógio do Mappin é um ícone querido de São Paulo e traz consigo parte da história do desenvolvimento da cidade. O Mappin foi uma famosa loja de departamentos com uma complexa história.
Idealizado pelos irmãos ingleses Herbert e Walter Mappin, o Mappin iniciou na cidade como Mappin Stores, uma loja de artigos de decoração e utilidades domésticas, que levava o sobrenome dos irmãos abrindo suas portas em 29 de novembro de 1913, na Rua 15 de Novembro no 26, localizada no famoso e agitado centro social e cultural de São Paulo, agora conhecido como Centro Velho. A experiência de sucesso trazida de lojas já instaladas na Inglaterra e Argentina logo prosperou na cidade, ofertando produtos importados de requinte a ricos compradores surgidos do progresso da produção do café. Nessa época São Paulo contava com aproximados 320mil habitantes.
Em 1919 o Mappin mudou para a atual Praça do Patriarca, um endereço central muito movimentado de pedestres e já com trânsito de ônibus e automóveis, lá permanecendo por 20 anos de sucesso. Esse prédio já não existe mais, porém antigas fotos e cartões postais mostram que o relógio ao qual nos referimos foi instalado posteriormente, no final da década de 30.
Em 14 de abril 1939, após a reconstrução do Viaduto do Chá que de metal com assoalho de madeira passou a ser de concreto armado e mais largo para suportar o progresso da cidade que crescia, os ingleses literalmente atravessaram o viaduto e instalaram a loja no terceiro e último endereço na Praça Ramos, na verdade Rua Cel. Xavier de Toledo, num prédio recém construído que pertencia à Santa Casa de São Paulo no lado oposto ao antigo endereço. Nesse local o Mappin permaneceria por mais 60 anos até a decretação de sua falência em 1999, restando o relógio com toda sua história.
O relógio da fachada, marcante desde sua instalação, foi transferido para a Praça Ramos também, e foi extensamente destacado nas propagandas que divulgavam a mudança da loja. É referido que o relógio foi a referência de ponto de encontro para muitos paulistanos.
O prédio onde foi, e está até hoje instalado o relógio é o Edifício João Brícola, projetado pelo arquiteto carioca Elisário Antônio da Cunha Bahiana, o mesmo responsável pelo próprio viaduto do Chá.
De formato quadrado remetendo a alguma modernidade, o relógio foi produzido em São Paulo pela empresa Vitalino Michelini, especializada em relógios para torres de igrejas e fachadas comerciais, como a Estação da Luz. Seu funcionamento mecânico necessita manutenção de cinco em cinco dias.
Com a transferência do endereço do Mappin observa-se um detalhe interessante. Os algarismos romanos do relógio foram substituídos por arábicos.
Detalhe: A empresa Michelini foi fundada em 1909 pelos imigrantes italianos Vitalino e o filho Jose Michelini, que fabricaram o relógio do Mappin, embora seja encontrada a citação de que esse seria um relógio de origem inglesa.

O Mappin sempre teve detalhes únicos. Além de seu relógio sempre presente, essa foi a primeira loja de departamentos do país, a primeira a introduzir vitrines de vidro na fachada para atrair os consumidores, a primeira a expor os preços dos produtos em suas vitrines e foi o precursor do crediário na época em que o poder aquisitivo dos freqüentadores começou a diminuir. Fez fama com as inúmeras liquidações. No local havia desfile de modas e eram servidos elegantes chás da tarde. O elevador pantográfico tinha ascensoristas que a cada andar da loja paravam, abriam suas portas e anunciavam britanicamente os produtos comercializados naquele local. O Mappin sempre utilizou de muita propaganda que também se aproveitou do relógio. Uma situação marcante na memória dos paulistanos até os dias de hoje é telejornal Mappin Movietone narrado por Roberto Corte Real que sempre iniciava com a frase: “Pelo relógio do Mappin, são… 21 h”.

Após período decadente que se seguiu ao fechamento do Mappin, o prédio em estilo art-déco da Rua Cel. Xavier de Toledo, voltado para o Teatro Municipal de São Paulo parece que terá novos momentos de brilho. Em 01/08/2017 a Prefeitura de São Paulo anunciou a formalização da aquisição do edifício João Brícola pelo grupo israelense Gazit, controlador do vizinho Shopping Light e espera-se agora por seu restauro e pela retomada do brilho do velho Relógio do Mappin.

Local: Esquina da Rua Coronel Xavier de Toledo com a Praça Ramos de Azevedo

3. Relógio do Estádio do Pacaembu

O Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido por Estádio do Pacaembu é um dos cartões-postais mais tradicionais de São Paulo e sempre teve participação ativa na vida esportiva da cidade. Quando foi inaugurado, em 1940, foi considerado o mais moderno estádio da América Latina.
O Estádio do Pacaembu está localizado a menos de seis quilômetros da Praça da Sé, o marco zero de São Paulo (ver também em http://www.blogdate.com.br/?s=marco+zero). A urbanização da região do atual bairro do Pacaembu, que em tupi-guarani significa “terras alagadas”, teve início nas primeiras décadas de 1900 com a expansão da cidade. A Companhia City, proprietária da região, doou à Prefeitura de São Paulo o terreno do atual estádio devido à sua topografia privilegiada e ao crescente interesse pelos jogos de futebol.
Com projeto do Escritório Técnico Ramos de Azevedo, Severo & Villares, a construção em estilo art-déco foi feita nos moldes do Estádio Olímpico de Berlim. Passou por várias reformas, mantendo, contudo a mesma fachada, agora tombada pelo Patrimônio Histórico desde 1998.
O Pacaembu foi inaugurado no dia 28 de julho de 1940, com a presença do presidente Getúlio Vargas. O nome Paulo Machado de Carvalho, o “Marechal da Vitória”, chefe da delegação de futebol que conquistou o primeiro título mundial para o Brasil em 1958 só viria a ser dado em 1961.
O Pacaembu não é exclusivamente um estádio de futebol, mas abriga também o Complexo Esportivo do Pacaembu, aberto gratuitamente aos cidadãos e muito ativo, além do Museu do Futebol.

O centro da fachada do Pacaembu, acima dos grandes portões, exibe um relógio instalado sobre uma base de concreto retangular na mesma cor da própria fachada. Destaca-se por sua localização alta, por estar como que emoldurado por duas torres laterais mais altas que comportam bandeiras e pela simplicidade dos ponteiros e marcas lineares no lugar dos números.
O relógio bem conservado nem sempre esteve lá. Cartões postais de várias épocas mostram que pelo menos 20 anos após a inauguração o relógio ainda não existia. Fotos de 1970, época de uma grande reforma, já o exibiam. O detalhe desse relógio é que ele não figura como destaque ou referência em qualquer descrição do Pacaembu, sendo um detalhe proporcionalmente pequeno na grande fachada.

Local: Praça Charles Miller, s/nº – Pacaembu – zona Oeste – São Paulo.

4. Relógio do Mirante do Jaguaré

Na zona oeste de São Paulo há o bairro do Jaguaré conta uma parte importante mas menos divulgada da história da cidade e tem como ponto de destaque um relógio no alto de um mirante cuja construção se mistura com a criação do próprio bairro.

O local onde agora está o bairro do Jaguaré era uma grande favela e foi adquirido em 1935 pelo engenheiro e empresário Henrique Dumont Villares, que era sobrinho e afilhado de Alberto Santos Dumont, o pioneiro da aviação. Esse foi um dos primeiros bairros planejados da cidade com o objetivo de ser um distrito industrial onde os operários pudessem ter próximas as suas residências e espaço para lazer. Dividido em áreas residenciais, comerciais e industriais, foram construídas 42 praças e também casas para os funcionários da S.A. Imobiliária Jaguaré. O modelo importado foi uma inovação social em São Paulo época.

E no ponto mais elevado do bairro foi erguida uma torre, o Mirante do Jaguaré, conhecido também como Farol do Jaguaré devido ao seu formato. O mirante também foi criado por Henrique Villares, que desejava poder navegar pelos rios Pinheiros e Tietê e seu formato de farol poderia permitir orientação para a navegação dos rios, o que nunca chegou a ocorrer. O mirante foi pensado também com os objetivos de servir como caixa d’água e, claro, de fornecer as horas. Sua imponência e localização com vista panorâmica de São Paulo tornaram o mirante o principal símbolo do bairro do Jaguaré, presente como elemento de destaque no logo do Projeto Identidade São Paulo.

No alto de 28 metros dessa construção que teve inspiração nos moinhos holandeses destaca-se um relógio. O relógio foi inaugurado em 1943, possui quatro faces iguais, tem formato redondo, numeração em algarismos arábicos na cor preta, e ponteiros simples. Os ponteiros em todas as faces estão quebrados ou faltando e o relógio não funciona.
É referido que por décadas o relógio foi referência para horário dos moradores, pois havia um sino que tocava ao marcar das horas.

A partir da década de 1980 o bairro entrou em decadência com a saída e o fechamento de inúmeras fábricas, levando também à deterioração do relógio. Agora o Jaguaré vive novamente momentos melhores graças aos novos acessos rodoviários, sendo orgulho para os moradores que desde 1998 fundaram a SAJA (Sociedade Amigos do Jaguaré).

Em 1998 a estrutura foi reformada e tombada pelo Patrimônio Histórico Municipal (1999) e Estadual (2002) de São Paulo, bem como o espaço público no qual a mesma se situa, em área definida no processo de tombamento.

Detalhe: o nome Jaguaré em tupi-guarani significa “lugar onde existem onças”.

Ainda hoje o mirante e seu relógio são muito valorizados principalmente pelos habitantes do bairro, cuja associação promove visitas guiadas e gratuitas dando acesso aos 99 tortuosas e estreitos degraus internos até o ponto alto do Mirante para admirar o bairro e sua vizinhança, que inclui a Marginal do Rio Pinheiros, o Pico do Jaraguá, a Raia Olímpica da USP e a Serra da Cantareira.

Telefone para informações sobre visitas: (11) 3714-1702 (SAJA – Sociedade Amigos do Jaguaré)

Local: Rua Salatiel de Campos s/n, Praça do Mirante do Relógio do Jaguaré. Bairro do Jaguaré, São Paulo.

5. Relógio do Instituto Biológico

O Instituto Biológico de São Paulo, como passou a ser conhecido a partir de 1960, está sediado num conjunto arquitetônico com um relógio no topo considerado sendo um bem cultural tombado de interesse histórico e arquitetônico da cidade. O conjunto arquitetônico abrange área de 122 mil metros quadrados, incluindo onze edifícios e a sede, as ruas internas e os pés de café de seu Cafezal. O principal objetivo para sua edificação foi o investimento em condições de estudo para controle de uma terrível praga que assolava os cafezais paulistas, pois o café era o principal produto de exportação do estado.
Atualmente o Instituto Biológico tem o maior número e diversidade de exames credenciados para análises de pragas e doenças de plantas, detém funções de ensino além de ser um dos principais pólos de pesquisa e desenvolvimento agrícolas e de defesa animal e vegetal.
A construção do principal edifício, a sede do Instituto Biológico, teve início em 1928 e demorou 17 anos para ser concluído devido a períodos de instabilidade política, sendo inaugurado em 25 de janeiro de 1945. O edifício sede, onde está instalado um relógio que pode ser avistado ao longe, foi projetado pelo arquiteto Mário Whately destacando-se pelo estilo art-déco, uma concepção artística européia que refletia os ideais de modernidade da época. É um volume imponente de formas geométricas de maneira notável e monumental, de sete andares, todo revestido com argamassa de pós de pedras em tom róseo. Possui acabamentos requintados como mármore Lioz vindo de Portugal, madeiras como cabriúva, ipê e peroba.
Considerado um dos principais exemplares da arquitetura art déco do estado de São Paulo, no ponto mais alto da construção tem o grande relógio fixado à sua parede, que foi inaugurado junto com o Instituto. Detalhe que o relógio está na fachada posterior do prédio não podendo ser visto a partir da entrada principal.
O relógio do Instituto Biológico foi inaugurado junto com o prédio, tem características geométricas e estava em funcionamento no momento das fotos. O grande relógio quadrado tem fundo claro e quadriculado, ponteiros pretos, retos, sem detalhes e no local dos números há 12 marcas lineares também de cor preta.

Local: Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1.252, Vila Mariana, SP

6. Relógio do antigo edifício Banco das Nações

Um dos significativos ícones da art-decó em São Paulo é o edifício do antigo Banco das Nações, o Edifício Senador Paulo Abreu, localizado na esquina das ruas General Carneiro e Doutor Itapura de Miranda, região central da cidade.
O Edifício Senador Paulo Abreu destaca-se por dois detalhes, infelizmente negativos. Está localizado numa região degradada e caótica de São Paulo e o prédio está abandonado e deteriorado, funcionando apenas uma loja de frutas em parte do piso térreo, característica do comércio da região, próxima ao Mercado Municipal de São Paulo.

De acordo coma página do Grupo Nações, o grupo foi fundado pelo Senador Paulo Abreu e iniciou as atividades em 1932, com uma indústria têxtil denominada Pabreu Industria Téxtil S/A. A seguir diversificou seus negócios o que incluía o setor financeiro, com o Banco das Nações S/A, que funcionou nesse endereço de 1954 até sua liquidação em 1999. Foi também proprietário de mais de quinhentos imóveis na capital paulista.
Paulo Abreu foi deputado federal por São Paulo, suplente de senador e exerceu o mandato de senador em três oportunidades. Em 1966 elegeu-se novamente deputado federal por São Paulo, na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), deixando a Câmara em janeiro de 1975.
O Edifício Senador Paulo Abreu foi erguido pela empresa do senador que dá nome ao edifício no início da década de 1950 (mandato de 1955 a 1959), o prédio foi sede de seu banco, denominado Banco das Nações S/A, fundado no ano de 1954 e liquidado em 1999.
O edifício, embora isolado em sua altura entre muitos sobrados da região, não tem mais brilho para destacá-lo, restando o visível relógio do topo como lembrança de seu apogeu.
Detalhe que o Grupo Nações ainda existe com atuação nas áreas de agropecuária, comunicações, aeronáutica, industrial e no setor imobiliário.
O relógio redondo está instalado no topo desse edifício que parece ter duas partes. A partir do térreo elevam-se imponentes colunas cilíndricas que são interrompidas pela estrutura geométrica do demais prédio, que tem fachada adornada por cinco grupos de pequenas e quadrado janelas. Do centro dele eleva-se uma torre na qual está o relógio. O relógio não funciona. Faltam os números 2, 12 e parte do número 10 em seu mostrador. Marca um horário inexistente. Nem duas e dez, nem três e dez, apenas o horário do abandono.

7. Relógio do Hotel Jaraguá

Vamos admirar mais um relógio histórico de fachada da cidade de São Paulo: o Relógio do Hotel Jaraguá.
A história do relógio se confunde com a história do próprio prédio, com seus períodos de brilho, declínio e recuperação.
O edifício de nome “O Estado de São Paulo”, conhecido como Edifício do Hotel Jaraguá, foi encomendado pela família Mesquita para comportar as instalações do Jornal o Estado de São Paulo e entregue em 1954 para as comemorações do IV Centenário da cidade. Quando inaugurado abrigava, além da sede do jornal desde o subsolo até o sétimo piso, também uma estação de rádio, a rádio Eldorado, e o Hotel Jaraguá, que completava a ocupação do nono ao 21º andar.

Importante exemplar da arquitetura modernista vertical de São Paulo, teve seu projeto inicial entregue a Jacques Pilon e modificado acentuadamente pelo arquiteto alemão Adolf Franz Heen, membro recém-chegado da França ao mesmo escritório de Pilon. Possui características arrojadas, desde a localização em terreno trapezoidal, adaptação ao espaço com curvatura côncava em contraponto à da rua, assimetria da fachada que inclui grandes terraços no quinto e sexto pavimentos e…um grande relógio no topo. Para completar, possui obras de arte em forma de painéis na fachada e no interior.

O relógio possui dimensões avantajadas, com 20 metros de altura. Está emoldurado em vermelho, sobre um pedestal com duas faces. As horas são marcadas por ponteiros também vermelhos sob fundo branco, que apontam para doze símbolos iguais e assemelhados ao algarismo romano I.
Obras minuciosas de restauração concluídas em 2004 repararam sua estrutura e reformaram a máquina, que funciona perfeitamente.
O Relógio do Hotel Jaraguá é tombado da forma como está, com o letreiro Hotel Jaraguá, bem como toda a fachada do edifício, mural e pinturas. Seu primeiro letreiro trazia escrito “O Estado de São Paulo” e mesmo agora já não representa mais exatamente o hotel da época, pois agora o prédio abriga o Novotel Jaraguá São Paulo Conventions.

Local: Rua Martins Fontes, 71 – Centro, São Paulo – SP

2 Comments

  • Que beleza, não sabia da existência de todos esses relógios em nossa cidade… e suas histórias.Sensacional!

    • Olá, Ana Beatriz. Você está certa. Os relógios que vemos principalmente no centro de São Paulo não estão lá por acaso. São três postagens para poder contar sobre mais relógios. Não sei se consultou as três, se não, quando puder dê uma olhada. Obrigada pela opinião.

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