Obelisco do Ibirapuera. Um Monumento-Mausoléu repleto de simbolismos

O Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932, também conhecido como Obelisco do Ibirapuera, é um monumento funerário em homenagem aos Heróis de 32 projetado pelo arquiteto e escultor Galileo Emendabili.

Antes de fazer uma visita e admirar toda a grandeza e simbolismos presentes nesse obelisco e mausoléu, é preciso saber exatamente o que representou a Revolução Constitucionalista de 1932 para a história de São Paulo e do Brasil.

A Revolução Constitucionalista de 1932 foi o movimento armado ocorrido no Estado de São Paulo contra a política centralizadora de Getúlio Vargas, que tinha por objetivo a defesa dos direitos constitucionais e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil, já que a de 1891 havia sido suprimida pela gestão ditatorial após o golpe de 1930.

Foi a primeira grande revolta contra o governo de Getúlio Vargas e o último grande conflito armado ocorrido no Brasil. Foram 87 dias de combates em todo o estado de São Paulo com um número estimado de mortes entre os paulistas acima de 600 e um sem-número de baixas civis. Do lado do Governo nunca foram divulgados o número de combatentes mortos.

Embora com a derrota militar em 2 de outubro de 1932 ocorreu a vitória dos ideais, com a conquista da nova constituição, a Constituição de 1934 e restauração do Estado de Direito no país.

Saiba maiores detalhes sobre a Revolução Constitucionalista de 1932.

Conhecendo o Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932

O Monumento-Mausoléu é um projeto do escultor ítalo-brasileiro Galileo Ugo Emendabili, que chegou ao Brasil em 1923 aos 34 anos de idade fugindo do regime fascista em seu país, indo para o Liceu de Artes e Ofícios. Emendabili era artista desde sua infância, época em que esculpia em madeira com faca de cozinha.

Quando houve o concurso em 1934 para a execução do monumento Galileo Emendabili e Mario Edgard Pucci apresentaram à Comissão Internacional Julgadora dois projetos, que foram contemplados com o primeiro e segundo lugar. O que se sagrou vencedor por unanimidade era denominado simplesmente: “32”. A maquete que obteve o segundo lugar tinha o nome de “Constituição”.

A obra, em puro mármore travertino, só pôde ocorrer após a era Vargas, tendo início em 1947, sendo executada pelo engenheiro Ulrich Edler.

Em 1954 foram depositados no Mausoléu os primeiros restos mortais dos quatro primeiros manifestantes mortos em 23 de maio Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (M.M.D.C.).

O Monumento foi inaugurado parcialmente em 9 de julho de 1955 por ocasião das comemorações do IV Centenário da cidade e finalizado no ano de 1970.

Visitação e como chegar ao Obelisco

Após grande restauro e um período de portas fechadas à população de 12 anos, o Obelisco foi reaberto por completo em 9 de dezembro de 2014 e, desde então, está aberto para visitação gratuita diariamente. Ele preserva a memória de São Paulo cuja Revolução se tornou um dos maiores símbolos de resistência política e da luta pela autonomia.

Vamos à visita dessa obra, onde tudo é perfeito e repleto de simbologia e vida.

A primeira observação, e a única negativa que vou fazer, refere-se à dificuldade de acesso ao Mausoléu. Se você chegar a pé, de ônibus ou carro particular, o problema será o mesmo. Em frente ao Obelisco não há passarela, semáforo ou mesmo faixa de pedestres embora haja uma guia rebaixada, não sei bem para que. O trânsito é intenso constantemente e como a avenida é de mão única, com a entrada do Monumento à esquerda, você só poderá parar à direita. As opções são atravessar na passagem de pedestres muito antes do Monumento, em frente aos portões 1 e 2 do Parque do Ibirapuera. O portão 10 é mais próximo do Obelisco, mas não é permitida a entrada de veículos. Em frente à Assembléia Legislativa há farol e passagem de pedestres, mas só interessa se você estiver chegando por traz do Obelisco, no sentido bairro-cidade. As dificuldades depois são as mesmas. Após atravessar e caminhar por calçadas irregulares e mal conservadas você precisa atravessar a Avenida Pedro Álvares Cabral ou a passagem perigosa entre as praças Aldo Chioratto e Ibrahim Nobre.

Então, vamos mais próximos, na altura dos portões 3 e 4, bem em frente ao Monumento. Nada! Nesse portão não é permitida a entrada de veículos, apenas a saída. Se você conseguiu entrar por fim no Parque do Ibirapuera, que é o melhor local para estacionar, agora chegará a vez da missão quase revolucionária de atravessar a Avenida Pedro Álvares Cabral para chegar ao Obelisco, com as dificuldades que citei no início. O meio mais utilizado (e perigoso), que fiz uma vez, foi atravessar, e correndo, a avenida na altura do Obelisco (aqui ela ainda tem uma ilha separando uma pista para os ônibus) num pequeno espaço de tempo após o fechamento do farol na altura do Monumento às Bandeiras. Complicado!

A segunda opção, que é a minha sugestão, é procurar ajuda de um dos policiais de trânsito que costumam ter um carro por lá ou algum policial militar do Obelisco. São todos gentis e interrompem o trânsito para a população, pois sabem que não há possibilidade segura sem eles.

Esse monumento ficou fechado à visitação pública por 12 anos para realização de obras de controle de infiltrações e modernização das instalações, que estavam muito comprometidas. No dia 9 de dezembro finalmente o Monumento “novinho em folha” foi entregue ao público e agora vou contar sobre a visita que fiz dois dias após a reabertura e dar algumas dicas para aproveitar melhor essa visita.

Agora vamos visitar e nos admirar

Primeiro quero dizer que fui visitar o Obelisco no segundo dia após sua reabertura em 9 de dezembro de 2014 e que, muito de meu aprendizado sobre seu significado e beleza devo ao Sr. William Mascarenhas Worth, Comandante do Estado Maior do Exército Constitucionalista, que lá estava dividindo com cada visitante um pouco da história e do importante papel da Revolução Paulista de 1932, com um orgulho contagiante.

Quando à guarda do Mausoléu, esta é feita por solícitos policiais militares.

O Monumento-Mausoléu

O Monumento-Mausoléu é um marco de São Paulo e homenageia a Revolução Constitucionalista de 1932 e seus heróis. É o monumento mais alto da cidade.

Antes de entrar admire a obra como um todo. O Monumento é na verdade um complexo arquitetônico formado pelo Obelisco, pela Praça que o circunda e pela Cripta.

Todo ele foi concebido com base em relações numéricas, uma mística relacionada à data do início da revolução: 9/7/1932 a começar pela área onde está implantado, de 1932 metros quadrados.

A obra representa uma espada com quatro faces e a ponta apontando para o céu, representada pelo Obelisco. A espada está cravada no coração da &lsd
mãe terra paulista” que abriga os filhos mortos, os combatentes. A praça e representa o guarda-mão da Espada Flamejante e a cripta, subterrânea, representa a base da espada.

É um “monumento aos que partiram e um mausoléu aos que não voltaram”.

Visite primeiro o Mausoléu e por fim suba ao lado do monumento até chegar ao Obelisco. Este é o melhor modo de seguir a seqüência da história.

Entendendo o Mausoléu

O Monumento é um mausoléu, que foi construído para reverenciar e abrigar os restos mortais de 713 ex-combatentes da Revolução Constitucionalista de 32 e também dos primeiro quatro estudantes mortos na manifestação que deflagrou a revolução (veja em M.M.D.C. e o 23 de maio).

É uma “peça viva”, pois abriga e ainda recebe cinzas e ossos humanos.

A cripta

Após descer 9 degraus iremos à Cripta , cuja construção está dividida em três setores com três grupos de três arcos a partir da entrada. Os portões de ferro caracteristicamente se abrem para fora, para levar os ideais dos que tombaram a todo o povo.

Logo na entrada você verá três arcos, que remetem às arcadas da Faculdade de Direito do Lardo São Francisco, onde houve intensa participação dos estudantes que foram inclusive aos campos de combate. Lê-se inscrito acima “Viveram pouco para morrer bem. Morreram jovens para viver sempre”, texto de autoria de Machado Florence. Passando pelos portões de ferro você estará no primeiro setor da Cripta, com ampla visão de todo o interior e onde se encontram os serviços como os sanitários.

A partir do segundo setor, passando pelo segundo grupo de três arcos você já estará em solo sagrado, na Câmara de Reflexão. Esse túnel de acesso ao terceiro setor da Cripta tem, nas paredes laterais, três arcos de cada lado, compondo 6 arcos cegos ao todo. No arco central do lado esquerdo está inscrita a “Oração Ante a Trincheira”, poema de Guilherme de Almeida. No arco central à direita está uma reprodução da carta do governador Mourão dirigida à corte portuguesa informando do despojamento, coragem, e da iniciativa dos paulistas para se armarem com seus recursos para a luta de 1932. Os quatro arcos restantes envolvem dois columbários de cada lado, cada qual com 18 lóculos (note que 1 + 8 = 9, o número da mística do Mausoléu).

É um ambiente mais sóbrio, cujo objetivo é levar o visitante a refletir sobre as cinzas dos mortos lá depositadas.

No terceiro e último setor da Cripta, o Templo, mais largo, caminhe no sentido horário, pois as três capelas existentes fornecem uma seqüência de informações melhor.

O Templo é atingido após passar pela terceira tríade de arcos ritualísticos. Passa-se assim por 9 “sagrados arcos” até o acesso aos heróis nos columbários.

O Templo é plano e quadrangular e divide-se em quatro câmaras cúbicas separados pelos dois braços da cruz imaginária. Ali está a maioria dos columbários, em número de 16 após a reabertura, todos iguais. O número de columbários foi ampliado em relação à construção original devido à existência de combatentes ainda vivos e cinzas que seguem sendo enviadas. Observei columbários compostos por 45 lóculos e columbários com outro número de lóculos. Cada qual está identificado, em sua maioria com o nome do herói e a data em que as cinzas chegaram ao Mausoléu e há columbários ainda vazios.

As únicas exceções são os túmulos de Guilherme de Almeida, o “Poeta de 32” e de Ibrahim Nobre, o “Tribuno de 32” sepultados no Mausoléu em cortejo fúnebre e tem lápide no solo.

São restos mortais de 713 ex-combatentes depositados ali, porém números diferentes são informados.

Em outro post falarei sobre os combatentes/heróis que lá estão.

A iluminação indireta e é outro detalhe com simbolismo. Ela vem das paredes ou do piso junto às paredes, como que brotando e significando que “a luz dos mortos provém da terra”.

Os braços da Cruz imaginária que forma o Templo se entrecruzam no centro dele, bem na base do Obelisco. Lá se encontra a escultura do “Herói Jacente”, em mármore de Carrara, que figura como o guardião do Mausoléu. Nele repousam os restos mortais dos quatro primeiros heróis constitucionalistas (M.M.D.C.) e do agricultor Paulo Virgínio, herói da cidade de Cunha, onde ocorreu importante combate. As tropas de Getúlio Vargas ao saberem que havia soldados constitucionalistas nessa cidade forçaram Paulo Virgínio a entregar o esconderijo, torturando-o e obrigando-o a abrir sua própria sepultura, mas antes de ser assassinado ele ainda teria gritado “Morro, mas sou paulista e São Paulo vence”. Também há uma bandeira de São Paulo junto com eles.

Detalhe: visto por dentro o Obelisco é um projétil do “canhão cívico” e você não pode deixar de conferir a imagem da bandeira de São Paulo ao alto, dentro da ogiva do Obelisco, que o herói deitado vê. Sente no piso ou abaixe-se na altura da cabeça da escultura e olhe para cima. É perfeito!

A simbologia do Herói Jacente refere que “O herói está circundado pelo exército constitucionalista. Eles não estão mortos. Eles apenas repousam. Se houver uma violação à Constituição Brasileira, se houver tirania, o herói jacente levanta, acorda os soldados paulistas, usa o canhão e lutam de novo por São Paulo”.

No Templo há três capelas com três mosaicos concebidos por Galileo Emendabili e executados pelo Studio Padan, de Veneza.

Na parede Norte, à esquerda de quem entra, está o mosaico “Natividade”. Representa o nascimento do menino Jesus e a fundação de São Paulo.

Na parede Oeste está o segundo altar com o mosaico “Martírio”. Representa a crucificação de Cristo e o tombamento do herói constitucionalista no campo de batalha.

No terceiro mosaico, na parede sul, na cabeceira do Soldado Jacente, está representada a ressurreição e triunfo de Cristo e a analogia com o anúncio do advento da Constituição de 1934, anunciando o ressurgir do país sob a égide da Lei.

O Obelisco

Em seus 72 metros o Obelisco tem quatro faces, cada qual voltada para um ponto cardeal. Em cada uma delas encontram-se quatro figuras em alto-relevo no terço inferior do Obelisco que aludem à luta militar da Revolução de 1932 e aos feitos dos bandeirantes. Entre os relevos, estão inscritos versos de Guilherme de Almeida, difíceis de ler pois você tem que dar toda a volta, então transcrevo aqui:

AOS ÉPICOS DE JULHO DE 32 QUE, FIÉIS CUMPRIDORES
DE SAGRADA PROMESSA FEITA A SEUS MAIORES
OS QUE HOUVERAM AS TERRAS E AS
GENTES POR SUA FORÇA E FÉ
NA LEI PUSERAM SUA FORÇA
E EM SÃO PAULO, SUA FÉ.

O Obelisco possui dois portais em bronze, com chave, que foram inauguradas pelo presidente da República Juscelino Kubitschek em 1958.

A primeira porta é a Porta da Vida, está voltada para o sol nascente e mostra em baixo-relevos todo o esforço do trabalho de São Paulo. A porta oposta, voltada para o ocidente, é a Porta da Glória e têm trabalhos que representam o sacrifício paulista como as mutilações, o tombamento nas trincheiras, as contribuições civis de dinheiro e alianças em ouro para manter as tropas constitucionalistas em combate. Essas portas são fechadas diariamente.

Dentro do Obelisco há um parapeito circular de onde você pode olhar para baixo e avistas o Soldado Jacente.

Detalhes da incrível simbologia numerológica do Monumento

As relações numéricas baseadas no número 9 e na data 9/7/1932, início da Revolução Constitucionalista, constituem a assinatura matemática de Galileo Emendabili. Vejam alguns números:

  • A área ocupada pelo Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932 é de 1932 metros quadrados
  • Para adentar ao Monumento existem 9 degraus
  • O Monumento tem 81 metros a partir do fim da Cripta até o topo do Obelisco (8+1 = 9 e raiz quadrada de 81 = 9)
  • A diferença das alturas 81 – 72 = 9
  • Do piso externo ao topo do Obelisco a altura é 72 metros (7 + 2 = 9)
  • A base do Mausoléu tem 9 metros de largura, a base externa tem 7 metros e a altura do piso até a abóbada central onde está a escultura do Herói Jacente é de 32 metros
  • No segundo setor da Cripta há dois columbários com 18 lóculos (8 + 1 =9)
  • Os columbários idealizados por Emendabili são compostos por 45 lóculos (4+5=9), cada qual abrigando restos mortais de combatentes
  • A Câmara de Reflexão, setor intermediário da cripta, tem 32 metros de comprimento por 9 metros de largura, cuidadosamente concebida, com 288 m² (2+8+8=18 e 1+8=9) de área
  • A ogiva circular dentro do Obelisco tem 9 metros de diâmetro
  • Para a obra foram utilizadas 360 toneladas de ferro (3 + 6 = 9); 36.000 m³ de terra (3 + 6 = 9)
  • A Cripta foi adornada com 135 m² (1+3+5=9) de mosaicos venezianos, executados sob o desenho e as cores de Galileo Emendabili
  • A área total da superfície externa do Obelisco corresponde a 2304 m² (2+3+0+4=9)
  • Cada face o Obelisco tem área de superfície de 576 m² (5+7+6= 18, e 1+8=9, e 18/2=9).

Informações sobre o Monumento

O Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932 é tombado pelos conselhos estadual e municipal de preservação de patrimônio histórico.

A direção do monumento-mausoléu foi confiada a partir de 9 de julho de 1991, em caráter perpétuo, à Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Vila Mariana– São Paulo.
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 16h.
Entrada gratuita.
Visita guiada (maravilhosa!) mensal
Para mais informações acesse o site da Sociedade Veteranos de 32 ou o telefone (11) 5086-1144/ 3105-8541.

O “327” é o segundo maior memorial do mundo em área construída. Pode ser visto de quase todos os pontos do Parque do Ibirapuera, bem como da Avenida 23 de maio, nome dado em homenagem à Revolução.

Terminarei este post com o poema de Guilherme de Almeida intitulado “Nossa Bandeira”.

Bandeira da minha terra,
bandeira das treze listras:
são treze lanças de guerra
cercando o chão dos Paulistas!

Prece alternada, responso
entre a cor branca e a cor preta:
velas de Martim Afonso,
sotaina do Padre Anchieta!

Bandeira de Bandeirantes,
branca e rota de tal sorte,
que entre os rasgões tremulantes
mostrou a sombra da morte.

Riscos negros sobre a prata:
são como o rastro sombrio
que na água deixava a chata
das Monções, subindo o rio.
Página branca pautada
Por Deus numa hora suprema,
para que, um dia, uma espada
sobre ela escrevesse um poema:
Poema do nosso orgulho
(eu vibro quando me lembro)
que vai de nove de julho
a vinte e oito de setembro!

Mapa de pátria guerreira
traçado pela Vitória:
cada listra é uma trincheira;
Cada trincheira é uma glória!

Tiras retas, firmes:
quando o inimigo surge à frente,
são barras de aço guardando
nossa terra e nossa gente.

São os dois rápidos brilhos
do trem de ferro que passa:
faixa negra dos seus trilhos,
faixa branca da fumaça.

Fuligem das oficinas;
cal que as cidades empoa;
fumo negro das usinas
estirado na garoa!

Linhas que avançam; há nelas,
Correndo num mesmo fito,
O impulso das paralelas
Que procuram o infinito.

É desfile de operários;
É o cafezal alinhado;
São filas de voluntários;
São sulcos do nosso arado!

Bandeira que é o nosso espelho!
Bandeira que é a nossa pista!
Que traz no topo vermelho,
O coração do Paulista!

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