Mega esculturas de Ron Mueck na Pinacoteca de São Paulo – dicas para aproveitar melhor sua visita

Ron Mueck é um artista australiano radicado em Londres. Quando criança conviveu com a criação de bonecos, ofício de seu pai. Trabalhou com publicidade e animação para televisão e cinema e após 1990 começou sua atual arte.

Suas esculturas se caracterizam por reproduções super realísticas principalmente de pessoas em diversas situações e expressões corporais e faciais. A perfeição dos detalhes é impressionante, bem como as dimensões das esculturas, que podem ser gigantes ou em menores proporções em relação ao tamanho humano normal. Muek refere que só não reproduz seres humanos em tamanho real por não achar interessante.

A arte de Mueck é conhecida pelos impressionantes detalhes e perfeição das formas humanas, sem o uso de computadores.Entre os materiais utilizados nos trabalhos está a resina, fibra de vidro, silicone e acrílico, que podem ser observados no vídeo. Os cabelos, por exemplo, são de fios de nylon e o modelo inicial é feito em argila.

As obras já estão sendo exibidas em São Paulo há praticamente um mês e diariamente a procura é intensa. Para motivar vocês a visitarem a exposição, vou contar sobre minha ida e dar dez dicas para aproveitarem ao máximo o que verão.

  1. Fui à Pinacoteca numa quinta-feira. Se possível escolham um dia de semana para ir, pois a procura é menor. Não vão às segundas feiras porque está fechado.
  2. O acesso é fácil, com estação de metrô ao lado. Embora haja estacionamento gratuito para automóveis na Pinacoteca, em exposições grandes como a atual, as vagas ficam reservadas apenas para os idosos e portadores de necessidades especiais. Não há burocracia alguma. Se quiser utilizar o serviço de táxis ao voltar, há um ponto bem em frente.
  3. Tamanho da fila na rua: não se assustem com a fila que facilmente vira a esquina e os deixa na calçada da Avenida Tiradentes. A entrada na Pinacoteca é super organizada por funcionários gentis, e ocorre em grupos, de modo que a fila anda bastante, em média a cada 10 minutos. Até minha entrada houve movimento da fila com 5, 10 e 15 minutos, de modo que entrei em 35 minutos para a segunda fila, a da bilheteria, menor e mais rápida, já dentro do prédio.
  4. Se você gosta de conforto em filas: leve um boné ou sombrinha para a possibilidade de sol intenso nesta época. Na rua há ambulantes que oferecem água, refrigerantes e sucos bem gelados e também havia um pipoqueiro.
  5. Ingresso: é bem acessível. Custa R$ 6,00 a inteira. A entrada é gratuita às quintas feiras e aos sábados, mas atenção, porque às quintas isso ocorre apenas após as 17 horas.
  6. Crianças com até 10 anos e idosos maiores de 60 anos não pagam e têm bilheteria de prioridade. Também não precisam aguardar na fila.
  7. Formamos um grupo de prioridade e fomos acompanhados até a entrada da exposição, onde as informações a seguir são dadas com clareza. Para facilitar, não leve grandes mochilas pois precisará deixar no guarda-volumes. Também desligue o flash da máquina e o som do celular. Fotos são permitidas em todo o espaço, mas a utilização do celular é proibida. Desnecessário dizer que alimentos, balas, chicletes são proibidos.
  8. Pegue o folder que é distribuído. Nele há uma foto de cada obra e perguntas que estimulam sua maior observação.
  9. A visita: as obras serão vistas no sentido horário. Estão em exibição nove obras, algumas inéditas. Dica: olhem bem devagar cada detalhe e reflitam sobre o que ela transmite, pois não há interpretação do autor. Circulem a obra toda, porque há surpresas e possibilidade de novas interpretações quando algumas são vistas na parte de trás.
  10. Após a visita à oitava escultura há uma sala onde é exibido um documentário de 52 minutos sobre a construção das obras, intitulado Still Life: Ron Mueck at Work, de Gautier Deblonde. A sala é acarpetada e fresquinha, tem cadeiras, mas muitos se sentam no chão. Também ali é possível fotografar e o vídeo esclarece muitas perguntas que poderiam surgir inclusive sobre como é o estúdio onde as obras são produzidas. O mesmo vídeo também é exibido após as salas da exposição, numa TV instalada na parede de um corredor. É menos aconchegante, para sentar possui bancos ao invés de cadeiras e tem o ruído dos que circulam pelo espaço.

E agora a nona escultura. Essa é uma das três esculturas inéditas, de 2013, e para mim a mais imponente, tanto pelo tamanho quanto pela riqueza de detalhes e beleza de imagem. Ela retrata um casal de idosos na praia.

Tenham uma boa visita, e aproveitem para fazer um lanchinho na cafeteria da Pinacoteca. É muito bem servida e tem um cuscus especial. No almoço serve combos com salada, prato principal, um suco e uma pequena sobremesa. Paguei R$ 28,50.

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