Frida Kahlo no Instituto Tomie Ohtake – dicas para aproveitar melhor sua visita

Com início em 27 de setembro de 2015 e duração até 10 de janeiro de 2016, o belo e moderno Instituto Tomie Ohtake, com seu espaço permanente dedicado às varias apresentações de artes, apresenta a exposição “Frida Kahlo: Conexões entre mulheres surrealistas no México”.

Nessa mostra, que tem como principal nome a querida e emblemática figura de Frida Kahlo, são apresentadas obras de mulheres vinculadas ao surrealismo, que nasceram ou produziram a maior parte de sua obra no México.

Ao todo a mostra traz pinturas, fotografias, desenhos, litografias (como “Frida y el aborto”), documentos, reportagens e esculturas de 15 artistas femininas surrealistas da primeira metade do século XX que freqüentemente utilizaram as suas obras como meio de comunicação de seus momentos pessoais e, conforme descrito pela curadora Teresa Arcq, “exploraram a catarse psicológica e espiritual”.

É uma mostra especial onde chama a atenção a dramaticidade e subjetividade das obras, que têm no nome de Frida, seu eixo central. O número de obras de Frida apresentado pela primeira vez no Brasil, obtido de vários colecionadores internacionais e da Bergel Foundation, é expressivo, uma vez que a artista, falecida em 1954 aos 45 anos de idade, deixou apenas 143 trabalhos.

Sobre o espaço expositivo

O Instituto Tomie Ohtake, inaugurado em 2001, faz parte do empreendimento Ohtake Cultural projetado pelo arquiteto Ruy Ohtake, filho de Tomie, e é constituído por duas torres de escritórios e um espaço cultural: o Instituto Cultural Tomie Ohtake. Nesse espaço há, dentre outros, um centro de convenções, teatro (Teatro Cetip) e o Centro Cultural.

A exposição “Frida Kahlo: Conexões entre mulheres surrealistas no México” ocupa duas grandes salas localizadas uma em cada lado do mezanino do Grande Hall do Instituto, para onde você será direcionado na entrada.

Agora vamos às dicas para aproveitar melhor a visita, que pode durar horas, você verá.

1. Sobre ingressos e horários

Os ingresso para conferir a exposição custam R$ 10,00 e a meia entrada R$ 5,00. Mas se você quer fazer uma pequena economia, às terças-feiras a entrada é Catraca Livre. Crianças até 10 anos de idade, cadeirantes e deficientes físicos não pagam.

Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente pelo site da Ingresse.com, pelo app do Instituto Tomie Ohtake ou diretamente na bilheteria. Note que, mesmo às terças-feiras, você deve ter seu ingresso para entrar.

De posse do ingresso, o acesso à exposição se dará por ordem de chegada, de acordo com o fluxo de visitantes e a capacidade das salas, porém a fila preferencial entra imediatamente.

O horário da exposição, que ocorre de terças a domingos, é das 11 às 20 horas, mas note que a bilheteria funciona apenas até as 19 horas.

2. Aproveitando todo o espaço

Ao entrar no Instituto admire a bela obra, principalmente se essa for sua primeira visita.

O Grande Hall é uma área pública, com luz natural e multifuncional, onde você também pode ver obras de Tomie Ohtake ou tomar um café no famoso Santinho.

Ao subir ao mezanino repare na escada de concreto aparente de Ruy Ohtake.

3. Agora a dica mais importante. Assim que termina a escadaria seu olhar é levado diretamente à parede do lado esquerdo, onde uma placa já anuncia a exposição e também estão dispostos 6 banners explicativos. Letras na parte inferior de duas grandes portas apresentam os dizeres “entrada” e “saída”. Então é para lá que todos se dirigem e apreciam a parte mais importante da exposição, com o maior número de obras de Frida Kahlo.

***Isto não está informado nos sites de consulta habituais e você deve se programar:

Entre a saída da primeira sala de exposição e a segunda, menos sinalizada e que fica à direita, há um espaço fechado chamado Sala de Vídeo onde ocorrem duas projeções distintas e consecutivas. Parece uma grande caixa verde com uma entrada e uma saída, protegidas por leves cortinas.

O que ocorre é que há seguranças por perto, porém nada têm a ver com orientação ou organização do acesso aos vídeos, e forma-se uma longa fila.

Quando você já está cansado de aguardar na fila é que decide ler as pequenas placas explicativas na “caixa verde” e descobre frustrado que o primeiro vídeo tem duração de 64 minutos e não é sobre Frida Kahlo. Chama-se Remedios Varo 2013, produzido por Seven Doc. O segundo vídeo, que é projetado logo em seguida, tem o título “A vida e o tempo de Frida Kahlo”, de 2005, produzido em Washington DC por Daylight Films. A duração? 90 minutos.

Isto quer dizer que se você pensava que iria a uma exposição com uma duração padrão de visita, agora terá acrescidos 154 minutos (mais que 2 horas!).

4. Devo assistir aos vídeos? Como fazer para otimizar o tempo e a espera?

Primeiro, os filmes são de ótima qualidade e conteúdo e, particularmente, achei a biografia de Remedios Varo melhor apresentada que a de Frida.

A dica é: quando subir as escadas para o espaço expositivo, vá primeiro assistir aos vídeos. Mesmo que você já conheça bem a trajetórias das duas artistas, isso vai funcionar como um guia para a admiração das obras, uma vez que várias delas são comentadas na projeção.

5. Não há como saber em que parte está a projeção dos vídeos. E agora?

A entrada na sala-caixote é permitida durante todo o tempo e então, que diferença faz ver primeiro, Frida ou Remédios?

Fiquei numa fila de ingênuos durante mais de 40 minutos até que muitos visitantes saíram devido ao término da projeção. Então entramos, a maioria sentou no chão ou ficou em pé e assistimos aos vídeos na seqüência Remédios/Frida.

Conclusão: se quiser assistir às projeções desde seu início, dê uma olhadinha pela cortina (todos fazem e não atrapalha) e entre assim que iniciar qualquer um dos dois vídeos. Você poderá economizar até 90 minutos para aproveitar mais o seu passeio.

6. Agora que já está mais informado sobre essas duas artistas, inicie a vista à exposição pela sala da esquerda, onde está mesmo indicado.

7. Terceira parte: visita à sala do lado direito. Além de muitas pinturas, há também exposição de trajes típicos de Oaxaca, região sul mexicana, como os tehuanos e zapotecas. Os trajes que foram usados por Frida em si não podem sair do museu onde estão no México, mas as peças expostas são similares e pertencem à Coleção da Comisión Nacional para el Desarrollo de los Pueblos Indígenas.

8. Leve seu equipamento fotográfico. É irresistível não fotografar tanta arte! Só não é permitido, por razões óbvias, usar flashes.

Autorretratos de um rosto inconfundível, espontaneidade ao mostrar seus sentimentos nas telas, obras realizadas em tamanhos cada vez menores, muita magia … isso você vai descobrir num confortável espaço em nossa cidade de São Paulo.

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