Exposição itinerante “Sensações do Futuro” em visita diurna

São Paulo recebe em curto período, de 29 de abril a 04 de maio de 2015, uma exposição itinerante que passará apenas por quatro cidades no mundo. A primeira foi Xangai (China), agora São Paulo, depois Filadélfia (Estados Unidos) e em outubro termina em Paris (França), local de origem da companhia. O objetivo da mostra é “difundir cultura e conscientização sobre a necessidade de residências que vão além do conforto e beleza”.

Quem apresenta a exposição é o grupo multinacional Saint Gobain, que, em comemoração aos 350 anos de sua fundação escolheu a cidade de São Paulo como uma das sedes para as comemorações. A empresa produz materiais de alta performance para construção civil que fazem parte de estruturas de obras famosas pelo mundo tais como o Museu do Louvre ou, em nossa cidade, a Ponte Estaiada.

Fiz a visita em horário, na verdade alternativo, durante o dia, pois toda a divulgação refere-se a ela mostrando fotos da iluminação externa noturna das estruturas.

Quatro pavilhões compõe a exposição

A mostra é dividida na visita a quatro pavilhões, grandes estruturas em formato de cubos estilizados, muito bonitos e diferentes entre si. A mostra é uma jornada de sensorial e tecnológica e interativa sobre os temas: Criar, Ver, Ouvir e Colorir, que dão nome aos quatro pavilhões. Visitei os cubos na seqüência a partir do lado aonde cheguei a partir do MAM.

CRIAR: Embora a iluminação de LED da parte externa fique muitíssimo prejudicada durante o dia, especialmente como o de hoje, ensolarado, ainda assim a estrutura é muito bela e a mais distante de um cubo. Parece uma grande escadaria branca e em espiral aguardando para ser fotografada.

A visitação interna em nada é comprometida pelo horário do dia. Ali, como nos outros pavilhões, há segurança, uma pessoa que realiza a contagem dos visitantes e organiza a entrada e jovens monitoras, que basicamente cuidam do funcionamento das estruturas. Dentro do Pavilhão Criar, seguramente o mais interessante, há painéis luminosos elaborados em fibra óptica e um espelho redondo bem no centro, onde permanecemos ao seu redor. Logo inicia o som com vários ritmos musicais e um verdadeiro espetáculo de laser anima todo o espaço. São muitas cores e formas vindas de todos os lados e sempre refletidas naquele espelho central. É para repetir a visita apenas por esse espetáculo que, na verdade, é curto, de aproximadamente três minutos.

A sensação de parecer que entramos no aparente buraco do espelho pode produzir alguma tontura nos mais sensíveis. Esta é a única observação.

VER: Embora o brilho da iluminação externa também não possa ser apreciado durante o dia, seu revestimento espelhado reflete todo o entorno inclusive o céu. No interior, escuro e quente, também espelhado e com os cantos do cubo com iluminação de LED, ocorre uma enxurrada de estímulos de jogos de luz e imagens e a perfeita sensação de perspectiva que ao mesmo tempo que nos estimula a olhar para cima, que parece tão alto, nos assusta ao olhar para baixo e dar a sensação de estarmos num abismo. Em meio a muitas luzes são projetadas imagens de pinturas, desenhos, números e, na verdade, não é possível ver todas, mesmo percebendo que a mesma imagem aparece em seqüência em vários pontos do cubo.

Outras dica: Como no pavilhão anterior,desista de tentar entender o que é falado antes da apresentação. A articulação das palavras é péssima e há uma mistura de idiomas, dos quais o mais frequente é o português, com sotaque de Portugal. tanto faz, não dá mesmo para entender.

O número de pessoas que havia na hora do almoço permitia que entrássemos todos num mesmo momento, aguardando poucos minutos pela saída do grupo anterior.

OUVIR: Caminhando após a saída do Ver entrei no Pavilhão Ouvir, claro, não sem antes fazer algumas fotos com a ajuda de um turista mexicano. que de prontificou.

O pavilhão parece um grande cubo branco acolchoado com botões pretos, embora o revestimento seja, na verdade, de duras placas. Há um cubo vermelho menor, que é a entrada. Lá dentro há a perfeição do som e da acústica. Ocorre uma experiência de “espacialização sonora”. Tudo é escuro (novamente quente) e a dica é ficar no centro para aproveitar melhor a distribuição do som. Fechar os olhos é opcional. Ouvem-se sons da natureza como pássaros e mar e o incríveis ruídos urbanos de aviões, automóveis etc. É uma sensação muito boa e também bastante rápida.

COLORIR: Placas de vidro coloridas e algumas com delicados desenhos, intercaladas com pequenos espaços vazados para o exterior, estão dispostas em formato de carrossel, que roda lentamente sobre uma base com três divisões, algo como o conhecido movimento de um restaurante giratório. O objetivo é demonstrar a convergência entre a luz, as cores e as texturas do vidro. Neste pavilhão é o visitante que escolhe o tempo que deseja permanecer.

O quinto pavilhão – CONHECER: Há ainda um pavilhão interativo com imagens, folders, TV com vídeo e uma mesa interativa que mostram a história e trajetória da empresa. Dali saiam várias pessoas de terno e gravata e mulheres com trajes mais sociais carregando sacolinhas que me deixaram muito curiosa. Havia muitas recepcionistas lá dentro, espaço para sentar embora ninguém sentasse e ali sim, pessoas que sabiam do que se tratavam os pavilhões.

Endereço:

Parque do Ibirapuera, Portão 10, Av. Pedro Álvares Cabral, Vila Mariana – São Paulo/SP

Arena de Eventos do Parque.

A visitação é das 10 às 22 horas e é gratuita.

A duração da visita é estimada entre 30 e 45 minutos

Atenção: está timidamente anotado na entrada dos pavilhões quem é preferencial. Convidados VIP e gestantes. Sem idosos ou crianças ou necessidades especiais. Pena que não fotografei pois me distraí perguntando ao vigia de um dos cubos, que pareceu desconhecer do que eu estava falando. Ainda voltarei e contarei a vocês.

Vale à pena a visita diurna, se for mais oportuna, pois as sensações que os pavilhões visam provocar não de alteram dentro dos cubos. À noite, embora possa haver maior número de visitantes, seguramente a vista externa é melhor. É uma visita rápida e para qualquer idade.

Visitei a exposição no segundo dia, mas, programem-se porque também já está terminando.

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