Espatódea: a árvore das grandes flores vermelhas

No Brasil existem muitas espécies de árvores floríferas que são usadas em paisagismo de espaços públicos ou, mais freqüentemente, plantadas em calçadas de ruas e avenidas.

Uma grande árvore, tipicamente tropical, porém de origem africana, com imponentes flores vermelhas, é muito vista pela cidade. É a Espatódea, tão comum e de nome difícil, também é conhecida como Tulipa-africana, Tulipeira, Árvore Tulipa, Bisnagueira e Chama-da-floresta.

Trata-se de uma árvore de médio a grande porte e copa densa, podendo alcanças até os 25 metros de altura. O tronco apresenta um diâmetro de 30 a 50 cm, tem a madeira mole, casca fina e cor clara.

A espatódea é uma planta rústica e resistente, com grande capacidade reprodutiva. De crescimento rápido e fácil, sua primeira floração ocorre quando a árvore apresenta 3 a 4 anos.

O período de floração varia com a localidade onde a planta se encontra, sendo que em São Paulo as flores chamam a atenção no verão e outono. Podem contudo acontecer pequenos momentos de floração em outras épocas do ano.

O nome científico da espatódea é Spathodea campanulata, e ela pertence à família das bignoniáceas.

A espatódea possui raízes muito agressivas e seus galhos caem com freqüência. Por esses motivos precisa ser bem localizada, em espaços amplos e bem abertos.

As folhas são grandes, opostas e compostas por numerosos folíolos alongados e ovalados.

Sem dúvida o destaque são as flores. Grandes e em formato de cálice, as flores têm coloração vibrante vermelho-alaranjada e, mais raramente podem ser da variedade amarela. São agrupadas em cachos e ficam localizados no alto da copa da árvore, com as pontas voltadas para cima.

Detalhes das flores: possuem cinco pétalas unidas entre si, compondo uma corola em forma de sino, parecidas a uma tulipa. As bordas das pétalas têm um contorno amarelo característico e o interior da flor tem várias tonalidades de vermelho, laranja e amarelo, clareando até o interior da corola.

As flores da espatódea desabrocham em cachos, cujos botões externos abrem primeiro, e os internos abrem depois, garantindo uma longa floração.

Os frutos se assemelham a vagens e contém numerosas sementes aladas, que se dispersam com o vento.

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