Arte barroca na primeira igreja da cidade de São Paulo

A Igreja de Santo Antônio é a igreja mais antiga do centro de São Paulo. Localizada na Praça do Patriarca, próxima ao Viaduto do Chá, as primeiras referencias registradas datam de 1592, especificamente do mês de dezembro.

Abrigou a Ordem dos Franciscanos no século XVII, antes da construção da Igreja de São Francisco, e após, no século XVIII, abrigou a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Brancos.

A Igreja de Santo Antônio passou por várias reformas e intervenções desde a sua construção até assumir a atual fachada neoclássica. Pequena, inicialmente considerada uma capela, passou pela primeira reforma em 1638, para receber os padres franciscanos vindos do Rio e Janeiro.

A segunda reforma ocorreu em 1717, dirigida pelo primeiro bispo de São Paulo, Dom Bernardo Rodrigues Nogueira, ajudado pela população de devotos. Suas instalações foram ampliadas e modificadas e a capela foi elevada à categoria de igreja.

A Irmandade de Nossa Senhora dos Homens Brancos, fundada em 1774, foi a responsável por várias reformas que alteraram suas feições do tempo. Um incêndio no prédio vizinho, ocorrido em 1891, danificou e consumiu parte da igreja, obrigando a realização de nova intervenção arquitetônica, com demolição de sua fachada e torre e construção de outras.

Quase 100 anos depois do término dessa reforma, em 1991, outro incêndio danificou os fundos do edifício.

A igreja de Santo Antônio, bem como seu altar, foi restaurada pela última vez em 2005. Conforme escrito na placa explicativa em sua entrada, “na última restauração foram descobertas intervenções de diversas épocas no interior, e optou-se por recuperar as feições barrocas: hoje estão à mostra pinturas do século 17, além do altar e estilo rococó de 1780”.

Administração: Desde 1904 está sob a administração dos padres escalabrinianos da Pia Sociedade dos Missionários de São Carlos Barromeu.
A Pia Sociedade dos Missionários de São Carlos foi fundada pelo bispo italiano Dom João Batista Scalabrini no ano de 1887, com a principal finalidade de assistir religiosamente e socialmente os italianos que emigravam para as Américas. Era grande observador da realidade de sua época e fundou também a Casa dos Migrantes para acolher os milhões de europeus que deixavam sua pátria em busca de melhor futuro neste país.

O prédio é atualmente tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) e pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp).

O achado barroco revela as características da arte produzida em São Paulo no período colonial e reforça a importância da Igreja de Santo Antonio para a história de nossa cidade.

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